terça-feira, 30 de abril de 2013

Coração de mãe sente...

CORAÇÃO DE MÃE SENTE!!! Ria altooooos da minha mãe quando ela me dizia isto...
Parecia tipo "Pegadinha do Malandro" para eu contar alguma coisa errado que eu tinha feito.... ou um "verde" para eu abrir o coração e revelar o que estava me incomodando... sei la... resumindo parecia LOROTA!!!

Hoje depois de uma noite mal dormida em que a bebéia tossiu, se torceu, espirrou, catarrou tudo 15 vezes nos arrumamos para mais um dia, mediquei ela mas na hora de ir trabalhar falei para o marido que ficaria em casa... Ele me propôs que levasse ela para a escola... e se ela não ficasse bem aí sim eu sairia do trabalho e buscaria ela.... Topei!!!
Deixei ela na creche e quando marido estava indo me deixar no trabalho eu percebi que tinha esquecido o telefone em casa (de propósito??? não sei!!!), ai então eu é que deixei o marido no trabalho e fiquei com o carro para buscar o telefone em casa.
Depois que peguei o bendito celular entrei no carro para ir para o escritório... mas meu coração me chamava para a creche...

Só uma passadinha (prometi para mim mesma!!!) e assim fui...
Quando cheguei na creche ela já tinha chorado tanto que só conseguia suspirar (e a professora estava no telefone me ligando naquela hora!!!) e quando a Lelê bateu os olhos em mim parecia que não acreditava que estava me vendo!!!

Estendi os braços e ela veio para mim!!!
Ela me abraçou...
Eu a abracei...
Ela encostou a cabeça no meu ombro e eu lhe afaguei as costas...
De tempo em tempo ela levantava a cabeça para me olhar para ter certeza que era eu mesma que estava ali... aí então sorria e me dava um beijinho na boca (do jeito dela mas ainda assim um beijo)
Ela parou de chorar...
E eu chorei!!!

Chorei aquele choro doído que só as mães conhecem...
Aquele choro de quem com as lágrimas quer curar a dor, o sofrimento, o mal-estar...
Um choro de quem quer parar o tempo naquele abraço...
Um choro de quem não queria ter que sair de perto...

Ficamos ali juntinhas, coladas, nos cheirando e acalmando nossos corações por um tempo...
E resolvi de uma vez por todas levá-la ao pronto atendimento do hospital e tirar da minha cabeça a certeza de que aquilo não era só um resfriadinho...

Ai uma pausa para aplaudir as mulheres que dão conta dos filhos sozinhas...
Aff... AMO o marido por perto para dirigir... para ajudar a segurar a bolsa dela... para me ajudar a pensar nas coisas... para dividir esses momentos não legais comigo... (ah os legais também OBVIO)... mas para essas coisas chatas da vida sabe??? Tão bom poder contar com alguém... Hoje como ele estava trabalhando não rolou ir comigo e a Lelê e aí que eu vi como eu sou atrapalhada como faz falta ter alguém na alegria e na tristeza, na saude e na doença, na riqueza e na pobreza e na emergia do hospital!!!

Primeiro que não tinha NENHUMA vaga de estacionamento perto da emergência e o carro ficou longe para k7... e acrescente neste longe para Kacete um bebê pesado no colo com o nariz correndo meleca verde + uma bolsa pesada + sol forte!!!
Agarrei tudo nos braços e fui lá... atravessei o estacionamento, contornei o prédio, entrei na emergencia e peguei uma senha. Tínha 4 pessoas na minha frente!!!
Como de costume não sentei... sei la... sempre imagino uma bactéria gigante se agarrando em mim... na dúvida em pé sem encostar em nada eu não me contamino (fresca no ultimo, eu sei... mas hospital é hospital ne???).
Quando faltava uma pessoa para chegar a minha vez fui pegar na bolsa a carteira com os documentos... Mas cadê ela??? Lembrei que tinha ficado no carro dentro da outra bolsa!!! 
Volta lá... com bebê remelento... com bolsa pesada... com sol escaldante na cabeça (e de roupa preta!!! Sorte que tinha me vestido de Gnomete para ir trabalhar e a bota não tinha salto nenhum!!!).
Peguei a carteira e voltei lá na emergencia mais uma vez...
Mais quatro pessoas na minha frente!!! Esperamos até sermos atendidas...

Aí a Lelê começou a fazer força e ficar vermelhinha...
Nesta hora lembrei que estava sem a bolsa dela porque eu tinha saido de casa só para passar na creche rapidinho... não ia tirar ela de lá... aí sai sem fralda, sem lenço, sem documento, sem nada...
Pensei nas alternativas:
* Colocar um absorvente meu na menina;
* Fingir que não percebi que ela fez cocô e reclamar do cheiro do hospital;
* Levar ela para casa e deixar a consulta para outro dia (descartado só pelo fato de ter que atravessar o estacionamento de novo)
*  Rezar para ser só pum!!!

Para a alegria da mãe desesperada era só um futum mesmo...  e pudemos terminar de preencher a ficha e logo em seguido fomos chamadas pela enfermeira...

Demoramos um pouquinho para sermos atendidas e enquanto esperavamos encontrei um fraldário equipado com lenço umedecido e (acreditem!!!) FRALDAS!!! Quase vomitei um arco-iris quando vi aquilo!!! Não me contive e peguei uma!!! Olhei o tamanho: P!!! Peguei outra... também P, a terceira, a quarta e a quinta.. .tudo P... poxa vida!!! Até pensei em pegar uma P mesmo e na hora da consulta ia dizer com a cara mais lavada do mundo: MEU DEUS FILHA... COMO VC CRESCEU!!! NEM A SUA FRALDA TÁ SERVINDO MAIS!!! Mas achei demais... achei que poderia não colar... e arrisquei seguir adiante no pêlo mesmo.

Quando ela foi chamada fiz um relato clínico profissional do quadro dela: tosse carregada de catarro, sem febre, puxando a orelha direita, chorando bastante, sem comer direito ha 3 dias, colocando a língua para fora constantemente, respirando pela boca, adubando o mundo com catarro verde!!!

O médico ouviu o pulmãozinho (LIMPO!!!), viu a garganta (COMEÇANDO A INFLAMAR), viu os ouvidinhos (O DIREITO COMEÇANDO A INFECCIONAR), analisou a meleca (VIROU MEU ÍDOLO NESSA HORA), me disse que era mais uma "sinusite" e me passou o tratamento a ser feito... me explicou para que servia cada remedio... me explicou como fazer, quando fazer e porque fazer... me desejou um bom feriado e se despediu de mim desejando melhoras!!! Ele foi lindjo e mereceu um troféu Defensor da Meleca!!!

Depois de comprar os remédios (e atravessar o estacionamento) coloquei ela na cadeirinha do carro e fomos para casa.... Dois minutos depois que o carro começou a andar ela dormiu... Vi aquele rostinho lindo pelo retrovisor e mais uma vez chorei!!!
A carga é pesada... a responsabilidade é grande... as noites sem sono são longas... o cansaço é gigantesco... mas olhar para ela e ter certeza de que eu dou o meu melhor vale muito a pena!!!

(ah, e chegamos em casa com a fralda limpa!!!)
rsrs

Bom feriado a todas!!!
Bjao

7 comentários:

Thania disse...

choreeeeeei lendo pq né...é isso msm!
ser mãe é dificil pra cacete...
olha somos guerreiras!!!!!

bjos e melhoras pra pequena!

Michely Avanti disse...

É...ser mãe é padecer, enlouquecer e querer morrer no paraíso!!!!
é ter para sempre mesmo nosso coracão batendo pra fora do corpo..(quem escreveu isso tava inspirada igual vc quando escreve seus posts!) são demais!
Bjos e melhoras pra Princesa.

Dani Rabelo disse...

Ai menina.... é difícil mesmo... e os primeiros meses de escola são o cão!!! Como diz o meu pediatra, o primeiro ano é horrível, infecção atrás de infecção, mas... a vida que segue.

Feliz que vc ficou com ela e pôde levá-la ao hospital... para nós, mães, isso faz toda a diferença...

Beijos grandes e melhoras para a Lelê!!!

Marina Pinheiro Gomes disse...

Nossa que sufoco, melhoras pra ela :D

Stella disse...

Não tem coisa pior do q ver um filho doente... e só mãe sabe disso kkkk Eu imagino q seja pior quando eles são pequenos assim... q não podem falar né... demais...
Melhoras pra pequena
bjs

LUANA disse...

Nossa chorei junto ao ler o post , porque nós mães que temos que nos dividir sabemos o quanto é duro , mas o quanto é gratificante .

beijoss

Rô Santana disse...

Me acabando de chorar lendo seu post.
Nossa amiga tudo que dói neles, dói o dobro em nós né. Lucas ficou resfriadinho a uma semana atrás e eu nem durmia direito olhando pra ele.
Bjs